segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

PPV Review - WWE Clash Of Champions


PPV que não desiludiu, mas que também não superou as expetativas. Correu mais ou menos tudo dentro do esperado. Se houve surpresa, terá sido a conquista do título dos Estados Unidos por parte de Dolph Ziggler, que volta a ser campeão. Eis os resultados e análise combate a combate:


WWE United States Championship:
Baron Corbin (c) vs. Bobby Roode vs. Dolph Ziggler
Uma reedição do combate que os portugueses assistiram no WWE Live de 6 de novembro, no Campo Pequeno, e que desta vez começou com uma aliança entre Bobby Roode e Dolph Ziggler na tentativa de deixar o campeão Baron Corbin fora da equação, pelo menos por uns tempos.
Com o regresso do Lone Wolf, a contenda tornou-se literalmente uma ameaça tripla, com o perigo do desfecho ser favorável para qualquer um dos lados, a qualquer altura. Abundaram as oportunidades para cada um dos lutadores, sob um ritmo frenético.
Bobby Roode esteve mesmo muito perto de vencer após um Glorious DDT em Ziggler, mas Corbin puxou-lhe a perna quando o pin fall se aproximava do fim. Instantes depois, quando Corbin se preparava para derrotar Bobby Roode com um End Of Days, Ziggler surpreendeu com um Zig Zag vitorioso.
Vencedor: Dolph Ziggler (novo campeão)
Nota: 8/10


WWE SmackDown Tag Team Championship:
The Usos (Jey e Jimmy Uso) (c) vs. The New Day (Big E e Kofi Kingston) vs. Shelton Benjamin & Chad Gable vs. Rusev & Aiden English
Mais um combate com mais do que dois desfechos possíveis. Desta vez quatro e relativos aos títulos de tag team. Resumindo e concluindo: mais uma contenda caótica.
Os New Day brilharam nos primeiros minutos, mas Rusev colocou um ponto final nesse momento positivo de Kofi e Big E, dando início a um período mais calmo e com alternância no controlo das operações.
Depois de Chad Gable ter estado perto da vitória via submissão, foi a vez de Aiden English e Rusev quase terem dado a vitória à sua equipa. Valeu Big E, a adiar a decisão. O próprio Big E esteve muito próximo de desistir quando esteve preso num Accolade, mas aí foi Chad Gable a emergir e a evitar que a contenda terminasse nesse momento. Apesar de ter aparecido muito bem nos últimos minutos, foi mesmo Gable a sofrer a derrota às mãos dos Usos, após um bom trabalho coletivo.
Vencedores: The Usos (Jey e Jimmy Uso)
Nota: 7/10


Lumberjack match pelo WWE SmackDown Women's Championship:
Charlotte Flair (c) vs. Natalya
Natalya foi a primeira a sentir na pele o que é um Lumberjack match, mas depressa adotou a estipulação como parte integrante da sua estratégia, ao atirar Charlotte para fora do ringue e deixar com que as lumberjacks tratassem do resto.
O combate acabou mesmo por disputar-se mais fora do ringue do que propriamente dentro, onde se tentava apenas colher os frutos. A dada altura, Natalya tentou aplicar o Sharpshooter por uma segunda vez, mas Charlotte aproveitou uma perda de tempo da adversária para a surpreender com um Figure Eight que viria a dar a vitória à campeã.
Vencedora: Charlotte Flair
Nota: 4,5/10


Breezango (Tyler Breeze e Fandango) vs. The Bludgeon Brothers (Harper e Rowan)
Autêntico squash match. Pouco mais a dizer.
Vencedores: The Bludgeon Brothers (Harper e Rowan)
Nota: -


(Shane McMahon e Daniel Bryan como árbitros convidados;
Se Owens e Zayn perderem, serão despedidos da WWE)
Randy Orton e Shinsuke Nakamura vs. Kevin Owens e Sami Zayn
Combate marcado pelos problemas de coexistência de Shane McMahon e Daniel Bryan no papel de árbitros, com o primeiro a ser mais condescendente com Orton e Nakamura e mais severo com Owens e Zayn.
Numa fase em que ainda não se tinha assistido sequer a uma near fall digna de registo, Kevin Owens aplicou um Senton em Nakamura sobre uma mesa de comentadores, deixando Randy Orton sozinho durante algum tempo. O Viper aguentou-se bem e até executou um RKO em Zayn, mas Daniel Bryan interrompeu a contagem de Shane ao cair por cima dele após um empurrão de Owens.
Pouco depois, foi Shane a impedir uma vitória de Sami Zayn, não deixando o pin fall chegar ao fim. Daniel Bryan mostrou-se incomodado por isso e contou de forma muito rápido um assentamento de Zayn em Orton imediatamente a seguir.
Vencedores: Kevin Owens e Sami Zayn
Nota: 5,5/10


WWE Championship:
AJ Styles (c) vs. Jinder Mahal
Mais uma reedição de um combate que os portugueses assistiram no WWE Live de 6 de novembro, e que opôs um bem mais poderoso Jinder Mahal e um bem mais rápido, ágil e experiente AJ Styles. O início do duelo correu melhor ao indiano, que exerceu domínio.
Com uma estratégia muito bem definida, Mahal passou grande parte do tempo a castigar as costelas do Phenomenal One, de forma a fazer danos que limitassem o adversário e que o pudessem arrumar de vez aquando da execução de um golpe mais forte naquela zona do corpo.
Depois de muito tempo a ser dominado, Styles começou a ripostar através dos seus signatures moves. Primeiro o Pelé Kick, depois o 450 Splash e o Styles Clash, embora este último num dos Singh Brothers e não no adversário.
Com o tempo despendido a tentar arrumar os Singh Brothers, Styles deu tempo a Mahal para se restabelecer. O indiano aplicou uma joelhada e um Khallas, mas cujos efeitos não passaram da near fall. Ainda assim, Mahal considerou que tinha tudo sob controlo e quis humilhar o campeão com um Styles Clash, mas este foi a tempo de evitar o golpe e respondeu com um Calf Crusher que fez o candidato principal desistir.
Vencedor: AJ Styles
Nota: 6/10




Overrated ou Underrated #56 - Shane McMahon


Sejam bem-vindos a mais uma edição do Overrated ou Underrated. Na última edição foi analisada a equipa que tem deixado um rasto de destruição na Smackdown Live, os Bludgeon Brothers. Na edição desta semana, vamos analisar o Comissioner da Smackdown Live, o homem conhecido pelos seus spots totalmente suicidas.

Apresentando agora o espaço para quem nunca leu uma edição ou simplesmente não está recordado da essência de um Overrated ou Underrated.

Underrated – Alguém que é subvalorizado ou não têm o devido reconhecimento seja aos olhos da industria do wrestling ou até dos fãs.

Overrated – Precisamente o contrário do ponto anterior. Alguém que é sobrevalorizado e que a industria do wrestling ou fãs dão demasiado crédito por aquilo que faz.

No ponto – Nem toda a gente ocupa um lugar acima ou abaixo daquilo que realmente merece. Existem lutadores que ocupam o lugar que ocupam na industria porque é exactamente nesse sitio que merecem estar e têm também exactamente o reconhecimento que merecem da parte dos fãs.

Por fim, gostaríamos sempre de saber a vossa opinião, quer concordem ou discordem da nossa avaliação sobre o wrestler em questão. Tentem também coloca-lo numa destas três categorias e caso se sintam à vontade podem sempre dar sugestões sobre wrestlers que gostariam de ver neste espaço.



Nesta edição do Overrated ou Underrated, vamos analisar Shane McMahon! O filho de Vince McMahon e o homem que comanda a Smackdown Live atualmente. Apesar de não ter muitos combates por ano, sempre que este entra no ringue, sabemos que é para algo especial e para o qual não nos vamos esquecer.

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Btaker22 (No Ponto) – O Shane McMahon é um dos wrestlers mais loucos na modalidade. E sim, eu disse "wrestler", porque há muitos "wrestlers" que não se arriscariam a fazer aquilo que ele faz só para deixar os fãs satisfeitos, e ele mete o corpo dele em risco cada vez que vai para o ringue e quer fazer de tudo para que possamos ter um espetáculo adequado. O Shane chegou a ser campeão de Hardcore e campeão europeu, sendo que o primeiro título cai que nem uma luva naquilo que ele faz, porque ele é realmente Hardcore cada vez que entra no ringue.

Eu até poderia dizer que o Shane McMahon é Underrated, exatamente por aquilo que eu queria deixar evidente no início do texto. Apesar de ele ter o respeito do público, ainda existe muita gente que não o considera um wrestler a sério, e eu penso que isso é bastante injusto, tendo em conta as exibições que ele faz cada vez que tem um combate, tendo, inclusive, tido um combate bem acima da média com o AJ Styles na Wrestlemania, e mais um combate bastante bom contra o Kevin Owens no Hell In A Cell, onde mostra que ele sabe o que está a fazer e treinou para estar preparado para aquele momento.

Eu diria que o Shane McMahon está no ponto, tendo em conta que, na idade dele, e visto o estatuto que tem, ele não precisa de ter vitórias para que a personagem dele seja interessante. Para além disso, já teve o tempo dele, onde conseguiu atingir sucesso, e teve algumas rivalidades que ficaram na memória. Ele é um tipo diferente de personagem especial que a WWE tem e que pode usar para momentos como tem feito até agora. Apesar disto, penso que algumas pessoas lhe dá pouco crédito por aquilo que ele faz, e penso que ele já provou que quando entra num ringue, não é simplesmente porque é o filho do patrão, mas sim porque tem algo para oferecer à companhia em termos de momentos especiais.

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Cell (No Ponto) – Quando se fala em Shane Mcmahon, pensa-se logo no filho do patrão ou no comissário da Smackdown. Raramente pensamos em Shane como lutador e, quando pensamos, lembramo-nos dos seus grandes combates Hardcore, da Attitude Era. Mas, que relevância terá Shane no seu papel atual? Acrescentará algo à WWE?

Ora, como eu já disse, Shane é o comissário da Smackdown e uma das figuras com mais poder na WWE. Como não lutador, a presença de uma figura destas num show, pode dar oportunidades a cenários onde um ou mais lutadores se sintam injustiçados pelo poder acima deles. Já aconteceu com AJ Styles e está a acontecer agora com Sami Zayn e Kevin Owens (ou Kevin Owens e Sami Zayn). E é normal, ano sim, ano não, a WWE construir uma rivalidade destas, de alguém a tentar lutar contra o poder. Afinal, uma das melhores coisas a sair dos anos d'ouro da Attitude Era foi uma guerra contra o poder, entre o Steve Austin e o Vince Mcmahon. Curiosamente, Shane, também, esteve presente nessa rivalidade.

Embora não seja um requisito essencial, acrescenta sempre mais algo à história se a figura de poder puder entrar e lutar no ringue. Shane, claramente, não é um lutador com grande mestria técnica. No ringue, ele é realmente famoso pelos combates extremos, sem regras, onde pode sacrificar o seu corpo, levando manobras violentas, ou sacrificar o seu corpo para executar alguma manobra mais violenta. E tenho que dizer, que isto tudo é verdade, até termos tido Shane Mcmahon contra AJ Styles num combate normal, com regras. Aqui, Shane mostrou que, treinando para tal, consegue aguentar-se, imensamente bem, no ringue com aquele que é um dos lutadores mais completos, atualmente, não só da WWE, mas do mundo.

Analisar Shane como overrated ou underrated pode ser uma tarefa complicada, porque, afinal, ele não é um lutador a tempo inteiro. Eu nem sei se até podemos classificá-lo de "part timer", mas é a situação mais parecida. Prefiro analisar Shane pelos momentos que ele já nos proporcionou e se correspondeu bem quando foi chamado para uma rivalidade. Eu acho que Shane faz bem o seu papel e acho que, sempre que entra no ringue, ou tem um papel mais ativo, corresponde bem e cria momentos memoráveis. É verdade que Shane podia ganhar um ou outro combate, como prémio, mas a sua personagem não exige isso e, por vezes, nem permite isso. Por isso, tenho de considerar que Shane está no ponto.


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Chegamos ao fim desta quinquagésima sexta edição, mas voltaremos como sempre para a semana com mais um lutador a ser analisado. Agora, queremos saber a vossa opinião. Será que o "Shane-O-Mac" é:


OVERRATED?

Ou

UNDERRATED?

Ou

QUE ESTÁ NO PONTO?

domingo, 17 de dezembro de 2017

WWE Clash of Champions 2017 | Vídeos + Resultados


O programa das terças-feiras da WWE (Smackdown Live) apresenta o seu último PPV exclusivo de 2017 chamado Clash of Champions, onde todos os títulos estarão em jogo, no qual como destaque teremos a defesa do WWE Championship, em que o novo campeão AJ Styles defende contra Jinder Mahal numa desforra do combate realizado na "tour" europeia da WWE.

IMPACT Wrestling 14.12.2017 | Vídeos + Resultados


Este episódio do IMPACT Wrestling (transmitido todas as quintas-feiras) tem como destaque a final do torneio para coroar a nova IMPACT! Knockouts Champion, no qual Laurel Van Ness batalha Rosemary.

Para além disso, também estão confirmados os seguintes combates/segmentos:
  • Sienna vs. KC Spinelli vs. Madison Rayne vs. Allie para coroar a próxima pretendente ao IMPACT! Knockouts Championship
  • Petey Williams, Johnny IMPACT e Alberto El Patron vs. Chris Adonis, IMPACT! Global Champion Eli Drake e um parceiro surpresa
  • Moose e James Storm desafiam os American Top Team a vir até ao ringue
  • Sami Callihan e Konnan irão ter um encontro

Reportagem e Resultados



Vídeos



What an IMPACT! #2 - Liderança a três



Olá a todos e bem vindos à segunda edição do 'What an IMPACT!'. Passaram-se duas semanas desde a estreia deste espaço e desde então muita coisa aconteceu no Impact Wrestling, desde storylines a mudanças nos escritórios.

Desta forma, hoje irei falar um pouco dos assuntos que considero mais significantes nestas duas semanas que se passaram.


Começo por falar nas mudanças dentro da administração da empresa, algo que sempre esteve em dúvida depois da mudança para a Anthem. Agora a empresa é liderada por três indivíduos: Ed Nordholm, que tem desempenhando as funções de presidente e assim irá continuar; Scott D'Amore e Don Callis que irão ser Vice Presidentes Executivos.


Ora, esta equipa está então definitivamente a gerir a empresa, olhando para os aspetos positivos e negativos do que estão a fazer e o que poderão melhorar. Uma liderança deste género era necessária, pois assim as coisas ficarão devidamente organizadas, algo que já há muito faltava.

Foi também reportado que devido a medidas de redução de custos, Dave Sahadi teve o seu contrato terminado. Nunca é bom quando alguém perde o emprego, mas numa situação destas é compreensível a posição do Impact, pois tomaram essa decisão em prol do futuro. Dave era muito elogiado nos escritórios do Impact e dizia-se ser muito talentoso o que fazia, por isso não deve ser difícil de arranjar emprego depois de trabalhar no Impact Wrestling durante 11 anos.

Estas mudanças mostram que há uma verdadeira vontade de colocar a empresa numa posição rentável, tratando do modelo de negócio como um negócio e não apenas como uma companhia de eventos de wrestling. Como é óbvio estas mudanças levam o seu tempo, daí a que tenha demorado cerca de 1 ano para as coisas estarem devidamente organizadas, não se pode esperar mudanças de um dia para o outro.

O que muita gente não percebe é que num negócio as coisas têm de ser antecipadamente planeadas antes de serem executadas, o que dá uma maior segurança à empresa. Vimos isso com a Global Wrestling Network e agora com estas mudanças internas.


O que mudou também foi a campeã feminina do Impact, quando Laurel Van Ness derrotou Rosemary na final do torneio pelo título deixado vago por Gail Kim. Foi um bom combate, deu para colocar a Laurel na posição que já merece há algum tempo. Se na primeira edição critiquei a falta de desenvolvimento de certas personagens, desta vez tenho de elogiar a lenta construção da personagem de Van Ness.


E por falar em lento, há quanto tempo é que estamos a ver LAX e oVe às 'turras'? Não vou criticar, até porque estou a gostar de toda a construção, é uma rivalidade que está a levar o seu tempo para contar uma boa história e com a adição de Sami leva uma nova profundidade que tem dado resultado com as interações com Konnan.


A questão do Global Championship continua na mesma, sabe-se que Alberto El Patron vai ter uma oportunidade ao título, o que faz mais que sentido e já seria esperado. No entanto a rivalidade com Johnny Impact parece não ter acabado e agora com Jimmy Jacobs a reintroduzir Kongo Kong no Impact Wrestling nesta mistura que por si já é confusa, não há como saber o que será o futuro do título máximo da empresa.

Altura para me despedir, voltarei daqui a 3 semanas com toda a análise destes últimos shows, culminando no primeiro Impact do ano. Estas duas semanas de programação foram agradáveis, com construção significativa para o futuro, dando emoção para saber o que vai acontecer no próximo especial do Impact. As coisas estão a mudar, internamente já há organização, o produto é consistente, os combates são bons, agora é esperar para saber como a empresa termina o ano e como é que escolhem começar 2018.

Bom Natal e Bom Ano!

sábado, 16 de dezembro de 2017

Pro Wrestling in Pictures (328) | Bukkake & Mia Khalifa

Bem-vindos a mais um Pro Wrestling in Pictures que tem por objectivo mostrar o melhor e o pior do wrestling basicamente em imagens mas sempre com um toque de humor presente... 

Se quiserem podem enviar as vossas fotos para wrestlingnoticias@gmail.com ou por mensagem para a pagina do WrestlingNoticias no facebook. As melhores serão publicadas!

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ROH Final Battle 2017 | Vídeos + Resultados


A Ring of Honor apresenta o seu último PPV deste ano intitulado Final Battle, onde o combate de grande destaque é a defesa do ROH World Championship, no qual o campeão, membro dos Bullet Club, "The American Nightmare" Cody defende o título contra o pretendente, o ex-ROH World Six-Man Tag Team Champion Dalton Castle.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Opinião Pacífica #8 - Honra ou Sucesso?



Olá, caros leitores do Wrestling Noticias. O meu nome é Marco Paz e sejam bem vindos a mais um Opinião Pacífica.

2017 tem sido um ano de emergência para o mundo do wrestling profissional. Um ano de emergência da popularidade do wrestling, um ano de emergência da qualidade, um ano de emergência nas alternativas de conteúdos. E, se existe companhia que cresceu em 2017, essa foi a Ring Of Honor.

A companhia obteve os melhores números da sua história este ano. Quer seja a nível de audiências, a nível de vendas de merchandising, a nível de exposição… infelizmente, este período que se traduz no período de maior popularidade na história da companhia, acaba por coincidir com um período de menor qualidade no que realmente, falando enquanto fã, importa. O wrestling.



Quer a nível de qualidade em ringue, quer a nível de storylines, este foi, provavelmente, um dos, senão mesmo o ano de menor qualidade na história da companhia. Se retirarmos a caminhada do de Christopher Daniels para conquistar o título da companhia e o combate do título (e, eventualmente, mais um par de combates), não me recordo de momentos de grande qualidade no ano da companhia, algo incomum na companhia que sempre nos habitou por a sua qualidade de excelência.

Existem muitos factores para que isto seja uma realidade. Se por um lado, podemos afirmar que ter um dos piores bookers da actualidade, ajude bastante para que o momento da companhia não seja dos melhores, a verdade é que a companhia levou uma razia de talentos no último 1 ou 2 anos.

Seja porque abandonaram a companhia para ir para a WWE, como é os casos de Donavan Dijak, Lio Rush, Cedric Alexander, Adam Cole, Kyle O’Reilly, Roderick Strong ou Bobby Fish, ou simplesmente porque estavam descontentes e saíram da companhia para terem mais liberdade nas indys, como aconteceu com ACH, Keith Lee, Matt Sydal, Michael Elgin ou Mike Bennett, a verdade é que a companhia sofreu grandes percas a todos os níveis, quer fossem talentos estabelecidos, talentos para o futuro, main eventers, mid carders ou até low carders, a estrutura base da companhia foi abalada forte e feio nos últimos anos.



Ora, podemos afirmar que a “culpa” disto é da WWE, que anda a escoar por completo as companhias independentes e a fazer acumulação de talentos, mas a verdade é que, apesar de também ser um fator, não é, de todo, o mais importante. Todos nós vimos companhias como a EVOLVE, PWG, AAW, PROGRESS e outras que, apesar de toda a razia que também foram afectadas, conseguiram sempre construir novos talentos, substituir os que partiram e criar novas estrelas.

Por cada Roderick Strong ou Drew Galloway que partiram, estava um Matt Riddle ou um Keith Lee pronto para subir. Para cada Zack Sabre Jr., Will Ospreay ou Marty Scurll que, cada vez menos, marcam presença no circuito inglês, existiu um Travis Banks, um Pete Dunne ou um Chris Brooks pronto a subir e a afirmar-se como uma das novas caras.

Até a TNA percebeu que, se quer manter-se fresca e, de alguma forma, atractiva, tem que solidificar e ir buscar novos talentos. Os oVe e Eli Drake são exemplos disso.

Com isto não quero dizer que a ROH não tenha tentado fazer o mesmo. Temos novas caras, como Will Ospreay, Flip Gordon, Dragon Lee, Marty Scurll, Punisher Martinez, a aparecerem e a afirmarem-se como membros valiosos do Roster. Hell, o campeão da companhia é o Cody Rhodes. O problema é que eles só perceberam que tinham que estabelecer e começar a consolidar novos talentos agora, depois de se verem completamente à rasca. Os números enganam e muito. Apesar de a companhia estar a passar uma otima fase de popularidade, a ROH está a passar uma espécie de crise de identidade.



Eu consigo ver, na ROH, três companhias ao mesmo tempo. Ou, pelo menos, a tentativa de ser uma delas. Por um lado, vejo a pseudo-WWE que afirmavam que a TNA queria ser há uns anos. Histórias, por vezes, manhosas, decisões duvidosas, apostas, nem sempre, nos melhores wrestlers, mas nos melhores animadores, são sinais de que a companhia quer, indubitavelmente, apontar o seu produto para o mainstream e catapultar para a popularidade o mais que possível.

De outro lado, vemos umas réstias da antiga ROH. Aquela companhia que não tinha medo de arriscar, de fazer histórias um pouco mais chocantes, que preocupa-se com a qualidade do produto que apresenta e que, deves em quando, ainda toma boas decisões. O booking da feud entre os Briscoes e o Bully Ray reflecte isso mesmo.

Depois, num plano mais abstraído, ainda vemos a ROH a tentar ser aquilo que a NJPW já é, uma alternativa forte à WWE. A única diferença é que, a NJPW realmente é uma alternativa À companhia de Vince, sendo é, sem margens para duvidas, a segunda maior companhia do mundo, a crescer a bons olhos, todos os dias, que apresenta um produto imensamente diferente e que, cada vez mais, ainda que pequeno, apresenta-se como um perigo para a WWE.

A ROH não é nada disso, mas tenta ser, ao jogar certos joguinhos psicológicos, umas picardias aqui e ali, aproveitando imenso a popularidade do Bullet Club para isso.



Olhemos então para o main event do Final Battle. De um lado temos o “American Nighmare”, “The Grandson of a Plummer”, o campeão mundial da ROH, Cody. Do outro lado, temos o "Party PeacockW, o "Charismatic Milkshake", Dalton Castle. Ora, se formos comparar este main event com main events passados, notamos desde logo uma certa... quebra. 

Com isto não estou a dizer que ambos os lutadores não são capazes de proporcionar um bom combate. Apesar de a run de Cody nas indys, a nivel de qualidade de matchs, não está a ser, nem pouco mais ou menos, aquilo que seria de esperar e, Dalton, não tem no seu reportório combates que possam indicar que este seja capaz de proporcionar clássicos, apesar de termos que reconhecer que existe talento dentro do homem. 

O único problema é mesmo que este main event peca em relação a main events do passado. E mesmo a nível de booking, é um problema. Se existe altura para puxar o gatilho com o Castle, é agora. Mas a ROH depende demasiado de Cody como cara da companhia para estar a tirar-lhe o titulo já, numa altura em que este ainda não teve nenhuma história ou defesa significativa no seu reinado, era queimar estes cartuchos. Alem de que existe o combate entre Cody e Kota Ibushi pelo titulo da ROH no Wrestle Kingdom. 

Mas se não for agora, Dalton vai perder o hype que já vem perdendo aos poucos. Dalton tem sido das poucas coisas que a ROH tem sabido construir e este soube aproveitar os espaços que ficaram vagos no plantel, com todas as saídas,  elevando-se. Mas esse não é de todo, um ponto forte da ROH.

Quando existe um homem no plantel deles que, há anos que está pronto para o salto e a companhia simplesmente não sabe o que fazer com ele, demonstra o quão má é a companhia em gerenciar os seus talentos. Estou a falar claramente de Silas Young.


Silas é dos melhores talentos que a ROH tem, desde há anos. O homem que estava completamente on-fire depois da feud com Kevin Steen e, infelizmente, teve a lesão que teve, quando regressou, Delirious (o booker), em vez de o meter rumo ao main event ou a um programa de destaque, não, mete-o numa low-card feud com o Will Ferrara. Agora que o homem está novamente com algum hype, depois da feud com Jay Lethal, espero que saibam aproveitar isto e tenham coragem de por o TV Title nele. 

Ou, podemos ainda olhar para outro exemplo. Jonathan Gresham tem sido uma figura regular da companhia no ultimo ano. Aquele que é, na minha sincera opinião, um dos melhores wrestlers técnicos do mundo, capaz de matchs incríveis e de altíssimo nível, aquilo que a companhia necessita de momento, anda preso no low-card. 



Bem, este foi o Opinião Pacífica desta semana. O Final Battle, é hoje, por isso achei adequado fazer este artigo sobre a Ring Of Honor. Sim, sou um pouco critico da companhia pois esta era das melhores coisas quando comecei a ver wrestling independente, ou seja, há uns quatro ou cinco anos.E ver o estado em que a companhia está neste momento, simplesmente deixa-me triste. Uma companhia tão emblemática e deu-nos coisas tão boas no passado, hoje em dia, é apenas uma miragem daquilo que foi.

Espero-vos aqui para a semana, por isso, não percam o próximo Opinião Pacífica, porque nós... TAMBÉM NÃO! PEACE! 

ROH Final Battle 2017 | Preview


A Ring of Honor apresenta o seu último PPV deste ano intitulado Final Battle, onde o combate de grande destaque é a defesa do ROH World Championship, no qual o campeão, membro dos Bullet Club, "The American Nightmare" Cody defende o título contra o pretendente, o ex-ROH World Six-Man Tag Team Champion Dalton Castle.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Ring of Honor Wrestling 10.12.2017 | Vídeos + Card


A Ring Of Honor Wrestling é transmitida todos os fins-de-semana na estação local do grupo de televisões da Sinclair Broadcast, todas as segundas-feiras à noite no FITE TV, todas as terças-feiras à noite no Fight Network do Canadá e ainda todas as quartas-feiras à noite no Comet TV.

Esta semana tem como destaque um combate entre dois ex-ROH World Television Champions, no qual o líder dos The Kingdom, Matt Taven e o ex-ROH World Champion Jay Lethal.

Eis o card desta semana:

Comentadores: Ian Riccaboni e Colt Cabana

ROH World Television Championship Match
Kenny King © vs. Caprice Coleman

Singles Match
Matt Taven (c/ TK O'Ryan e Vinny Marseglia) vs. Jay Lethal



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

WWE NXT 13.12.2017 | Vídeos + Resultados (Estreia na USA Network)


Este episódio especial do NXT (a estrear-se na USA Network graças à WWE Week) tem como destaque um combate de qualificação para o "Fatal 4-Way Match" para determinar o próximo pretendente ao NXT Championship, no qual o líder dos The Undisputed ERA, Adam Cole enfrenta o invicto, Aleister Black. Para além disso, contará com o novo NXT Champion Andrade "Cien" Almas em ação.

WN Apostas 2017 | WWE Clash of Champions


Num dia em que todos os campeões serão testados até ao limite e que os lutadores procuram marcar um impacto, eis que chegamos ao último PPV nesta temporada de apostas de 2017 (na categoria do WWE CHAMPIONSHIP) chamado Clash of Champions e com 1850 PONTOS, apostem com muito cuidado! Vejam as mudanças, comecem já a fazer as vossas apostas e habilitem-se a um prémio no final da temporada!

King of... Finishers #29 | Edge vs. Aleister Black vs. JBL




Sejam bem-vindos a mais uma edição do "King of... Finishers", onde continuamos a procurar (juntamente com vocês) o melhor golpe final na história do wrestling (seja de estrelas do passado, presente ou do futuro).




VENCEDOR: Pete Dunne - Bitter End - 8 votos

vs.
Tyler Bate  - "Tyler Driver '97" – 3 Votos

vs.
Trent Seven - "Seventh Heaven" - 2 votos

Continuando a 1ª ronda de qualificações, numa vitória convincente o "BITTER END" de Pette Dunne qualificou-se para a próxima fase. Vejamos a lista dos "Finishers" já qualificados para a próxima fase:

Steve Austin – "Stunner"
Goldberg – "Spear"
Kenny Omega – "One Winged Angel"

Chis Benoit - "Crossface"
Randy Orton - "RKO"
Victoria – "Widows Peak"
Petey Williams – "Canadian Destroyer"

Seth Rollins - "Curbstomp"
Shawn Michaels – "Sweet Chin Music"
Neville – "Red Arrow"
Kenta Kobashi – "Orange Crush"
Randy Savage – "Flying Elbow Drop"
Undertaker – "Tombstone Piledriver"
DDP - "Diamond Cutter"

Hideo Itami - "GTS"

AJ Styles - "Styles Clash"
Chris Jericho – "Codebreaker"
Cedric Alexander - "Lumbar Check"
Triple H – "Pedigree"
Báron Corbin - "End of Days"
Ember Moon - "Eclipse"

Johnny Mundo - Starship Pain
Christian - "Unprettier"
Lita - Moonsault"
Awesome Kong - Implant Buster

Pentagón Jr. - "Pentagon Driver"
Pete Dunne - Bitter End



Esta semana temos mais uma fase de qualificações do King of... Finishers, desta vez, é a primeira de 4 eliminatórias de repescagem, para encontrarmos os últimos cinco finishers a avançar para a próxima fase. Os 12 finishers eliminados em edições interiores do King of..., com maior número de votos, irão agora ter uma segunda oportunidade de avançar para a próxima fase. E a primeira eliminatória de repescagem conta com os finishers de: Edge, JBL e Aleister Black. (nesta eliminatória passarão dois finishers à fase seguinte)

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Edge – "Spear"


VS.

Aleister Black – "Black Mass"




VS.

JBL – "Clothesline From Hell"



Votem já no vosso finisher favorito!

Literatura Wrestling | Yes!: My Improbable Journey to the Main Event of Wrestlemania - Capítulo 1



Está de volta a Literatura Wrestling, o espaço de traduções do blog que vos traz uma obra biográfica, na íntegra, reveladora das origens, vida e decorrer da carreira de alguns dos mais marcantes wrestlers que percorreram os ringues que acompanhámos com tanto gosto.

Todas as semanas vos traremos um excerto do livro "Yes!: My Improbable Journey to the Main Event of Wrestlemania", publicado em 2015 por Daniel Bryan e pelo co-autor Craig Tello, a contar o crescimento e peripécias do "Yes! Man" até à sua chegada à WWE e ao main event da Wrestlemania. Boa leitura!




Capítulo 1: O Início
Terça-Feira, 1 de Abril, 2014 - 10:06

Esta era uma vista que ninguém devia ter visto. Fosse a fortuna ou o design burocrático do bronze da WWE, todos os sinais apontavam para que o WWE Superstar Daniel Bryan surgisse na Wrestlemania 30 num combate memoravelmente competitivo, porém numa posição bem menor no alinhamento, do que o evento principal final pelo WWE World Heavyweight Championship. Ele teria sido um candidato a "show-stealer" mas não estaria posicionado a fazer história, apenas um intermediário a meio do espectáculo, a apitar nos radares dos fãs pelo mundo fora durante a trigésima edição do mais grandioso evento da WWE.

Em vez disso, Bryan emerge de um carro privado estacionado na "boca" do Hard Rock Cafe da cidade de Nova Iorque. Ele está prestes a fazer uma grande entrada, não só para a conferência de imprensa desta manhã, mas para aquela que seria a mais significativa semana da sua carreira.

Aquela barba de assinatura é inconfundível, apesar do fato claro que usa - uma raridade - se sentir apenas ligeiramente "Bryanizado" pelo tom da sua cintilante gravata marrom. Os flashes das câmaras e membros da imprensa apertam-se para capturar um modesto ex-vegano de 1.73m, que muito rapidamente agita uma reacção de apoio de uma plateia da "Big Apple" notoriamente opinativa.

"Yes! Yes! Yes!" Uma simples, directa e contagiante combinação de palavras serve como tema de entrada para Bryan enquanto ele atravessa a passadeira vermelha e pára sob um letreiro a radiar "WRESTLEMANIA 30" no brilho dos seus LEDs. Os cânticos de "Yes!" sincronizados abafam o trânsito de fim de manhã de Manhattan, no Times Square, e Bryan junta-se à multidão para um breve e improvisado comício, por assim dizer.

Neste momento, Bryan encontra-se a uma mera dúzia de quarteirões do sítio da inaugural Wrestlemania que emanou do mundialmente famoso Madison Square Garden há quase três décadas atrás. Na altura, o primeiro grande evento de Vince McMahon era o simbólico "underdog" a tentar enterrar os dentes na cultura popular e criar um fenómeno mundial. É adequado que a própria jornada de quinze anos de Daniel Bryan até ao evento principal do "Show of Shows", Wrestlemania, faça esta tão importante paragem no coração de Nova Iorque.

Bryan já moldou parte das suas memórias nesta metrópole, no entanto este dia é diferente. Este é o início de uma semana que quiçá nem ele acreditasse vir a vivê-la. Na sua "Road to Wrestlemania", este momento marca os passos finais em direcção ao seu derradeiro destino: o combate pelo WWE World Heavyweight Championship na maior Wrestlemania de sempre.

Há o "ring" (ringue) no qual ele competirá e depois há as visões persistentes do "ring" (anel) que ele deslizará pelo dedo da sua noiva dentro de onze dias. Bryan está a experienciar o momento mais significativo da sua vida profissional, mas na sua vida pessoal, ele está a meio de preparações do casamento com a Diva da WWE Brie Bella. Um casal amado aos olhos dos fãs em adoração pelo globo fora, "Braniel" ainda negoceiam atribuições de tarefas para a sua celebração nupcial enquanto se preparam para competir no "Show dos Shows" da WWE. Não pode haver mês - semana, mesmo - mais significativo que este, se fores o "filho barbudo" de Aberdeen, Washington.

No caso de Bryan, em meros dias, trinta anos de Wrestlemania culminam em simultâneo com um "círculo quadrado", um Manifesto do Destino, um "Yes! Movement". Naquele dia, um conto de fadas desenrola-se para Daniel Bryan, e a tal "Cara da WWE" encaminha-se para se tornar um pouco mais cabeluda.


A WWE pediu, recentemente, a muitas das suas Superstars de sucesso que participassem num inventário de personalidade. Em teoria, estes testes são capazes de aceder a qualidades pessoais como sociabilidade, prudência e sensitividade interpessoal. A ideia é que diferentes profissões requerem diferentes características pessoais, mas este tipo de análise nunca tinha sido feita com wrestlers profissionais. Se a WWE pudesse descobrir os traços de personalidade das suas Superstars de maior sucesso, talvez quando fossem a recrutar, dar-lhes-ia mais informação sobre a probabilidade de uma nova contratação vir a ter sucesso. Eu fui uma das muitas pessoas escolhidas para fazer o teste.

O teste envolvia ler muitas afirmações diferentes e a seguir indicar se a afirmação era verdadeira ou falsa. Por exemplo, uma afirmação seria "Eu queria ser um condutor de carros de corrida profissional." A minha resposta: "Falso. Eu não queria ser um condutor de carros de corrida profissional." Outro exemplo: "Eu raramente perco a paciência." A minha resposta: "Verdadeiro." Coisas dessas. Respondes a centenas desse tipo de afirmações e voilá! Lá estão os traços da tua personalidade. Em teoria.

Eu por acaso gostei de fazer o teste e estava interessado em ouvir os resultados. No dia seguinte encontrei-me com uma mulher para falar sobre eles. Tudo foi feito à base de percentis e, à medida que ela avançava nos resultados, ela tornava-se cada vez mais confusa. Em todos os marcadores primários excepto um (abordagem à aprendizagem, pelo qual estava no 84º percentil), tive nota baixa. E afirmo-o, muito baixa. Pela sensibilidade interpessoal, eu estava no 11º percentil inferior. Pela categoria de ajustamento e adaptação, estava no 9º percentil inferior. Sociabilidade, 3º inferior. Mas aquele que mais a intrigou foi a minha pontuação para a ambição, que foi o mais baixo que ela já tinha visto na sua história de administrar este tipo de testes e dados. Eu estava no último percentil.

Ela perguntou-me como é que eu conseguira ter tanto sucesso, visto que eu não aparentava ter qualquer direcção, poucos dotes sociais e uma apatia inerente em relação à maioria das ideias que a nossa cultura de negócio moderna parece achar tão importante.

"Não faço ideia," disse eu. "Eu apenas amo lutar. O meu sucesso veio, maioritariamente, por sorte."

A minha "falta de ambição" deve ter feito parte da minha personalidade desde o meu começo, porque fiquei dentro do útero por mais de dez meses.

Quando a minha mulher, Bri, ouviu a história, disse que isso me explicava perfeitamente. Ela podia muito bem imaginar-me completamente satisfeito com apenas estar lá sentado com um cordão umbilical a servir de tubo para me alimentar, a ser constantemente alimentado e aquecido, a nunca querer sair. Quando finalmente induziram a minha mãe, dá para imaginar o quão doloroso terá sido.

A minha mãe, Betty, era uma mulher pequena e quando eu, Bryan Lloyd Danielson, finalmente decidi sair no dia 22 de Maio de 1981, eu tinha mais de 4,5kg. Olhando atrás, pelas fotografias, sou o bebé mais gordo que alguma vez vi. Mais importante, eu parecia estar sempre a sorrir. Não é preciso muito para me fazer feliz.


A minha mãe disse-me que eu era muito calado. Passava muito tempo sozinho porque não era muito social, algo essencialmente igual aos dias de hoje. O meu pai, Donald "Buddy" Danielson, lembra-se de mim como sendo descontraído mas também com um lado bastante teimoso. O exemplo mais consistente do meu pai envolvia biscoitos, que podia bem ser o meu grupo alimentar favorito. Ele falava sempre sobre uma vez em que estava a alcançar um biscoito e ele disse-me que não. Tentei outra vez e o meu pai esbofeteou-me a mão e disse outra vez que não. Eu comecei a chorar mas continuei a tentar alcançar o biscoito. A cada vez, o meu pai dava um leve estalo na minha mão e a cada vez eu choraria com mais força, a incessantemente tentar chegar ao biscoito. A contar a história, ele uivava de riso mas nunca disse se eventualmente me deu o biscoito.

Como uma jovem criança, eu tinha a tendência a seguir a minha irmã mais velha, Billie Sue, para todo o lado. A nossa relação ao crescer é provalmente a razão para que, mesmo hoje, ela se mantenha tão afectiva e protectora para comigo. A Billie Sue era - e ainda é - muito mais social do que eu. Eu apenas a seguia, feliz e sorridente como uma ostra aberta, e ouvia tudo o que ela dizia. Eu apanhava tudo o que ela fazia. Por exemplo, quando comecei a aprender a falar, eu não gaguejava, mas a minha irmã sim. À medida que fui falando cada vez mais, comecei a gaguejar também. A Billie Sue superou o seu problema de fala bem antes que eu, que provavelmente não aconteceu até eu ter quase doze anos.


No próximo capítulo: Na próxima semana chega o segundo capítulo, no qual Daniel Bryan volta atrás no tempo e fala de um problema seu com o qual muitos se identificarão: a timidez, ansiedade social e medo de falar em público! Como adaptar essas dificuldades à vida de WWE Superstar?

WWE 205 Live - 12.12.2017 | Vídeos + Resultados


Devido ao grande sucesso do CruiserWeight Classic no WWE Network, a WWE decidiu apostar numa divisão de Cruiserweights, que agora todas as terças-feiras passaram a ter um programa de 1 hora dedicado exclusivamente a eles na WWE Network chamado 205 Live.

O programa de hoje conta com a presença dos dois lutadores que irão batalhar por uma oportunidade pelo WWE Cruiserweight Championship no próximo Raw, Cedric Alexander e Drew Gulak.


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